Jul 18

No início do mês de junho, tive o prazer de estar presente no Miami Ad:tech, conferência sobre marketing digital, onde os melhores profissionais de marketing de toda a América reuniram-se para discutir negócios, fazerem novos contatos e aprofundarem seus conhecimentos no mercado publicitário. Ao assistir as palestras sobre os mais variados assuntos relacionados à publicidade digital, constatei que existem fatores que predominaram em todos os discursos e que irão direcionar o futuro do mercado publicitário:

Confiabilidade

Sempre costumo bater na mesma tecla quando digo que o mercado publicitário on-line carece de confiabilidade por parte dos investidores e no Ad:tech Miami isso ficou ainda mais claro. As agências deixaram transparecer as dificuldades que enfrentam ao tentar vender os anúncios, pois como nesse mercado existem inúmeros formatos e formas de se anunciar, tanto os sites como os clientes não conseguem definir o que comprar. Para mim, isso acontece porque a publicidade on-line ainda é um produto que está nas mãos de pessoas muito técnicas que, na ansiedade de mostrar que nesse mercado “tudo é possível”, acabam confundindo ainda mais seus clientes na hora de escolherem um formato específico. Em relação aos resultados, as agências já sabem como obtê-los, porém, dão pouca atenção para a importância de se divulgar esses números, o que esconde os detalhes e a riqueza que essa mídia possui.

O poder dos Latino-americanos

Esse ponto é muito interessante para ser analisado, pois percebi que, quando se fala em e-commerce e publicidade on-line, os latino-americanos, sobretudo os brasileiros, têm um tratamento especial por parte do mercado. Alguns especialistas afirmaram durante o evento que para agradar o publico brasileiro é necessária muita criatividade, já que ele não se contenta com abordagens simplistas e modelos de propaganda tradicionais. Por isso, inovar deve estar sempre entre as primeiras metas das empresas e agências que pretendem anunciar em nosso mercado.

No caso do e-commerce, especificamente, estamos formando profissionais ímpares. Aos poucos se consolida o conceito de que se o vendedor consegue se adaptar ao ritmo frenético de mudanças existente aqui, ele está apto a atuar em qualquer lugar do mundo. Apesar de sermos flexíveis, somos também muito exigentes em relação aos negócios on-line, ou seja, queremos qualidade e menor preço, somados à criatividade na hora do atendimento.

A importância da tecnologia

Muitos especialistas deixaram claro que se o crescimento esperado se concretizar o mercado das publicidades on-line poderá sofrer um grande colapso. Caso os portais e as agências não se importem com o setor operacional, ou seja, realizarem investimentos nessa área, o mercado pode sofrer graves conseqüências. Atrasos na programação dos anúncios, formatos pouco criativos e dificuldades para “subir” a publicidade a tempo são cada vez mais comuns para aqueles que preferem operacionalizar suas publicidades por conta própria. A contratação de empresas especializadas nesse serviço é vista com bons olhos, pois trazem rápidos retornos para os investimentos. Formatos mais elaborados, serviços diferenciados para cada anúncio e elaboração de relatórios precisos são apenas algumas das vantagens oferecidas por empresas que atuam no mercado de AD Operations.

Outro ponto importante, que também está relacionado ao aumento exponencial na demanda pelos anúncios on-line no mundo, é que está cada vez mais difícil para os portais e agências encontrarem profissionais qualificados no mercado. A falta de especialistas para formular e entregar campanhas, desde o momento de sua criação até sua operacionalização, já é realidade e isso faz com que o salário dos profissionais que já atuam nesse ramo aumente consideravelmente. Em contrapartida, o Brasil, em especial, já exporta profissionais para outros países, pois a formação disponibilizada aos nossos especialistas já supera a qualidade oferecida em diversos outros mercados.

Espaço no mercado

É cada vez mais nítida a busca por espaços para a divulgação das empresas nas multi-plataformas disponíveis no mercado, como televisões à cabo, podcasts, internet e, principalmente, dispositivos móveis. Empresas que estão presentes nas mídias portáteis expandem sua área de atuação e, por isso, podem ampliar seu market share.

Em paralelo a isso, os grandes portais e agências ganham muito dinheiro com os anúncios on-line, mas não sabem otimizar seus resultados e, em muitos casos, não possuem profissionais à altura do crescimento do mercado, ou seja, especializados em todo o processo. Um bom exemplo são as agências que não têm profissionais treinados para o setor operacional dos anúncios. Existem também algumas empresas de operacionalização que não têm a menor idéia de como analisar a situação do mercado, algo que deve ser melhorado.

O aumento no número de convenções e eventos sobre publicidade on-line demonstra a preocupação do mercado por esse modelo de negócios. As marcas continuam competindo para estarem no topo e direcionam suas ações para fidelizar seus clientes cada vez mais, já que o relacionamento com uma empresa é um dos grandes fatores na hora de se comprar de um determinado produto.

*Dominic de Souza é Country Manager da DQ&A, multinacional holandesa especializada em Ad Operations

A SITUAÇÃO DO MARKETING DIGITAL, SEGUNDO AS AD:TECHS - POR DOMINIC DE SOUZA

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Jul 17

samsung03.jpgPara divulgar o acabamento inovador “Touch of Color” (Toque de Cor) e os avanços tecnológicos da sua nova Série 6 de televisores Full HD (HDTV), a Samsung desenvolveu uma ampla campanha de comunicação. Sob o tema “Cristais” - objeto de inspiração do novo design - a ação inclui a veiculação de peças publicitárias em TV aberta e fechada, revistas de interesse geral e especializado, mídias outdoor e cinema.

“O objetivo desta campanha é anunciar a nova linha de televisores da Samsung e demonstrar aos consumidores o acabamento primoroso e diferenciado dos equipamentos, desenvolvidos para integrar naturalmente à decoração dos ambientes”, afirma Carlos Werner, responsável pela Diretoria de Marketing da Samsung. “No filme, o apelo está na beleza natural das TVs, admiradas por todos que primam por inovação e originalidade”, completa o executivo.

Com início previsto para o dia 20 de julho, a campanha pretende posicionar os novos televisores de forma diferenciada, como uma obra de arte, enfatizando o seu aspecto artístico, seu design arrojado e a sua alta qualidade de imagem.

Sobre a Campanha

Vídeos (TV e cinema), outdoors e anúncios em revistas gerais e segmentadas são as estratégias adotadas pela campanha para conquistar a preferência do consumidor.

Na TV aberta, estão previstas inserções durante a programação dos canais Globo, Record, Bandeirantes e Cultura. Na rede paga, a empresa contará com veiculações nos canais HBO, Sony, Warner, TNT, People&Arts, Fox, Globosat e ESPN. Serão exibidos dois vídeos, de 30 e 15 segundos, que destacam o acabamento dos novos televisores, fazendo alusão à originalidade e simplicidade do cristal.

A partir da segunda quinzena de julho, o filme da campanha na versão de 30 segundos chegará às principais salas de cinema nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia e Rio Grande do Norte

Na mídia impressa, os consumidores terão acesso aos anúncios nas revistas especializadas em Áudio & Vídeo, Hotelaria, Design & Decoração e de interesse geral (Veja, Época e Isto É).

Ficha Técnica:
Filme
- Anunciante: Samsung
- Produto: TVs da Série - “Touch of Color”
- Peças: filmes de 30″ e 15″
- Agência: Leo Burnett (EUA)
- Estúdio/ Diretor: Serious Pictures/ Vaughan Arnell
- Direção de Criação: Will Perry e Mark Gettner
- Diretor de arte: Peter Bex
- Produção musical: Amber Music/ London
- Produção executiva: Mary Cheney
- Pós-produção/ Editor: Final Cut/ Alex Hagon
- Finalização: The Mill

SAMSUNG INICIA CAMPANHA PUBLICITÁRIA PARA AS NOVAS TVS TOUCH OF COLOR

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Jul 17

O objetivo de todo empresário é obter um resultado positivo na gestão administrativa, já que isso representa retorno financeiro garantido, porém, quando a maioria dos gerenciadores inicia um negócio, não faz o planejamento adequado e depois não consegue identificar os motivos que levaram a empresa à situação que se encontra naquele momento. Apesar de vivermos na Era da tecnologia e da informação, controlar os gastos do próprio negócio ainda é tabu para muitas pessoas.

Um dos maiores problemas da maioria dos gestores é que eles falham logo quando estão planejando seus negócios. É nesse momento que as etapas do negócio da produção à gestão financeira devem ser pensadas, já que não adianta produzir e vender se não existir um projeto financeiro pré-estabelecido. Uma empresa que já começa investindo da maneira errada, dificilmente conseguirá recuperar os lucros depois.

Apesar de muitas pessoas enxergarem a gestão financeira como algo complicado ou muito complexo, na realidade, gerir financeiramente uma empresa é ficar atento aos resultados das atitudes tomadas na empresa, ou seja, ficar atento para que o dinheiro não entre por uma porta e saia pelas janelas ou ralos. Aqui, ressalto novamente a necessidade de se ter um planejamento prévio para a realização desses projetos.

Além dessas medidas, faz-se necessário também utilizar algumas ferramentas para que seja possível demonstrar os resultados. Por exemplo, a utilização de um software próprio, especializado na contabilidade da empresa, no lugar das planilhas do Excel facilitará a elaboração dos demonstrativos, possibilitando a organização de todos os itens mensais e a projeção para os momentos futuros.

É possível que uma empresa tenha uma economia significativa caso efetue o planejamento correto e elabore um orçamento baseado em fatos reais, ou seja, com base nos relatórios financeiros, e que mostrem como foi investida ou desperdiçada a receita da empresa, sempre corrigindo e melhorando a trajetória da mesma.

Gerir não significa fazer pessoalmente, ou seja, operacionalmente, os processos, mas ter ao próprio alcance pessoas ou instrumentos que possibilitem entender e interpretar o resultado final das operações. Para que se concretize esse projeto, é até interessante contar com um profissional especializado para que ele possa interpretar, de uma maneira ainda mais completa, todos os demonstrativos.

Dora Ramos atua no mercado contábil-administrativo há mais de vinte anos. É fundadora e contadora responsável pela Fharos Assessoria Empresarial. www.fharos.com.br

GESTÃO FINANCEIRA: APRENDA A CONTROLAR OS GASTOS DA SUA EMPRESA, POR DORA RAMOS

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Jul 17

A rede OpenSocial do Orkut acaba de chegar ao Brasil e o Globo Online já está com dois aplicativos disponíveis para os usuários incluírem em seus perfis. O primeiro, “Futebol Social Clube”, que permite aos torcedores ficarem por dentro de todas as informações sobre o esporte, e o segundo, “Eu no Globo Online”, onde os leitores podem visualizar seus comentários deixados no site do jornal O Globo.

No “Futebol Social Clube”, os internautas podem escolher o time que torcem e a partir daí passam a acompanhar a tabela do Campeonato Brasileiro, notícias do clube e dos jogos, além das partidas em tempo real e fotos. Outra novidade do aplicativo é a possibilidade de criar grupos de amigos por time para envio de mensagens e debates sobre as partidas do Brasileirão. Já no “Eu no Globo Online”, os usuários podem acessar, em uma só tela, seus comentários deixados no portal, seja em matérias ou blogs do Globo Online.

O Google liberou a criação de aplicativos (gadgets) para o Orkut no Brasil dia 11 de julho, mas por enquanto a OpenSocial está disponível apenas para 10% dos perfis que têm o Brasil como país natal. A disponibilidade está acontecendo de forma gradual no país. Para instalar, basta acessar o link “Adicione Apps - Adicionar Aplicativos” no menu lateral do perfil no Orkut e fazer a seleção de aplicativos.

Mais informações: www.oglobo.com.br/widget

GLOBO ONLINE LANÇA GADGETS PARA USUÁRIOS DO ORKUT

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Jul 17

A marca Reach lança, na segunda quinzena de julho, a primeira ação viral incluindo móbile da Johnson & Johnson. A campanha irá buscar novas formas de comunicação com o consumidor jovem - principal target do produto - de maneira mais moderna dentro da tendência de meios interativos. “Esperamos gerar ‘viralização’ entre o público e trazer benefícios e inovação para a marca. A idéia é incentivar a experimentação da escova Reach One, primeira e única do mercado a combinar os três tipos de cerdas: macia, média e dura, além do massageador de gengivas com formato exclusivo”.Acreditamos que esse formato é tão inovador quanto à ação planejada”, diz Sergio Gomes Percope, Sócio-Diretor Comercial da pontomobi interactive.

Internet e móbile

A ação terá início quando a Johnson & Johnson enviar, a alguns cadastrados da marca, uma mensagem para estimular a participação do comercial por meio interativo. Após receber o e-mail e acessar o link da ação, aparecerá um box para o participante digitar o nome e número do celular. Com isso, o filme comercial começa e, em instantes, aparecerá o nome do cadastrado e o personagem Mr. Reach fará uma ligação para o número inserido no início. Quando terminar a ligação, o comercial continua e a pessoa terá a possibilidade de enviar para três amigos, preenchendo o nome e número do celular. As pessoas recebem o e-mail, clicam no link, assistem ao filme, vêem seu nome na tela do comercial e recebem uma ligação surpreendente do personagem Mr. Reach contando sobre a escova. “Estamos apostando nessa tendência. Queremos cada vez mais criar ações que possam interagir com o consumidor, inovando e surpreendendo. Queremos trazer modernidade e diversão para essa categoria de Higiene Bucal” ressalta Luis Ruiz, Gerente de Marketing de Oral Care da Johnson & Johnson.

JOHNSON & JOHNSON APOSTA EM MÍDIAS ALTERNATIVAS PARA DIVULGAR A ESCOVA ONE

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Jul 16

A Ponto de Criação foi responsável pelo desenvolvimento de todo material que divulga os novos lançamentos de Duracell, da Procter & Gamble. As peças foram desenvolvidas com o objetivo de auxiliar o consumidor na identificação de novos produtos da marca. Dentre as ações nos supermercados, com os tradicionais materiais como stopper, wobbler, take one, a Ponto aproveitou a relação entre diferentes categorias de produto para ativar ainda mais a compra. Os multilocation, como são classificados pela P&G, trata-se de uma estratégia que inter-relaciona itens que se complementam como pilhas-brinquedos, pilhas-espuma de barbear e até pilhas-fraldas. “As pilhas têm relação com muitas outras categorias, como brinquedos, eletrônicos e camping”, explica Ana Foryan, gerente da conta na Ponto de Criação.

Segundo dados da P&G, mais de 55% das compras de pilha acontecem em locais que não são somente destinados às pilhas e 40% delas não são planejadas, por isso a necessidade da comunicação que gerasse sinergia entre as categorias.

As ações são destinadas para o lançamento de novos produtos da linha Duracell: Power Pix, pilha desenvolvida especialmente para câmeras digitais; Recarregável, já vem pré-carregada e pronta para usar; e as Lanternas Multiuso, para casa e automóveis. A intenção também é reforçar os conceitos Ultra M3, a pilha alcalina mais potente da Duracell e única com sistema Power Check, que permite checar a carga da pilha, pressionando com os dedos suas extermidades, e Lanterna Premium, ideal para viagens e trilhas. Os produtos atendem às expectativas do consumidor moderno, que possui cada vez mais acesso a alta tecnologia e exige uma pilha que supra as suas necessidades.

PONTO DE CRIAÇÃO DESENVOLVE MATERIAL DE PDV PARA DURACELL

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Jul 16

bioritmo01.jpgBio Ritmo Academia, rede com 17 unidades no Brasil, inicia uma nova estratégia de comunicação. Após fazer um trabalho intenso com campanhas institucionais em outdoor a empresa vai para a mídia impressa com testemunhal dos próprios alunos.

Foram selecionados quatro alunos, entre vários que se candidataram para participar da campanha da academia, que deram seu testemunhal sobre as mudanças e resultados que a Bio Ritmo proporcionou na vida deles. “Nada é mais verdadeiro do que nossos próprios alunos contando os ganhos que tiveram com o programa Face2Face”, comemora Edgard Corona, CEO da Bio Ritmo.

A academia tem, desde 2004, a exclusividade da licença do programa F2F que “garante resultados em 45 dias ou seu dinheiro de volta!”. A estréia da campanha acontece na revista Veja São Paulo desta semana com um adendo promocional. Quem levar o anúncio em uma das unidades, na contratação de um dos planos ganha matricula e chip de acesso. Serão quatro inserções de uma página na Veja São Paulo e outras mídias ainda estão em definição e terão foco mais local, nos bairros onde a Bio Ritmo tem unidade.

Ficha técnica
Cliente: Bio Ritmo
Título: “Eu consegui na Bio Ritmo”
Produto: Institucional
Agência: DW10 Propaganda
Direção de Criação: Wagner Solano
Redação: Departamento de Marketing Bio Ritmo
Produção: DW10 Propaganda
Fotógrafo: Moisés Pazianotto
Direção: Wagner Solano

BIO RITMO COLOCA NO AR CAMPANHA TESTEMUNHAL

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Jul 16

As empresas de mídia e entretenimento que desejarem crescer nos próximos cinco anos terão de promover profundas mudanças em termos de tecnologia, na forma de abordar o mercado e na interpretação do comportamento do consumidor, além de considerar a formação de alianças estratégicas de negócios. Isto é o que indica a pesquisa Global Entertainment and Media Outlook: 2008-2012, divulgada pela PricewaterhouseCoopers. O relatório ressalta a importância de manter a receita com os segmentos de negócio tradicionais enquanto as novas tecnologias estão em fase de consolidação junto aos consumidores. A pesquisa projeta crescimento médio anual de 6,6% para o setor, nos próximos cinco anos, atingindo receita de US$ 2.2 trilhões em 2012.

“Estamos vendo a consolidação de um novo modelo de negócios no setor de mídia e entretenimento” afirma o sócio da PricewaterhouseCoopers Marcel Fenez, líder dos serviços para empresas de Mídia e Entretenimento. “Alguns segmentos, como a indústria cinematográfica, já experimentaram essa situação num passado recente, mas foram movimentos pequenos se comparados ao que está por vir. Nenhum negócio será bem-sucedido sem alianças estratégicas e parcerias de negócios. Os desafios são enormes e a demanda por inovação também” diz ele.

Alianças estratégicas substituirão a verticalização

Diversas tecnologias estão, agora, atingindo seu ápice e terão profunda influência tanto no ritmo quanto como direcionadores do crescimento do setor nos próximos cinco anos. A penetração do serviço de banda-larga se mantém em ritmo acelerado em escala global, os serviços móveis vêm ganhando terreno rapidamente - conquistando cada vez mais consumidores e melhorando a infra-estrutura necessária para a nova onda de expansão que compreende o acesso a internet, veiculação de publicidade e transmissão de programas de televisão. Salas modernas, projeção digital e em 3-D (terceira dimensão) estimulam e valorizam o hábito de ir ao cinema enquanto as transmissões de televisão em alta resolução assim como em DVD revigoram o investimento em home theaters. O motor por trás da expansão dessas novas tecnologias raramente está nas tradicionais empresas do setor.

A expansão da banda larga continua sua trajetória, alimentando o crescimento do setor como um todo. E, segundo as projeções, esse segmento deve dobrar novamente de tamanho atingindo 661 milhões de lares em 2012, crescendo a uma taxa média anual de 16,4%. Enquanto as tecnologias móveis e digitais puxam o crescimento, os segmentos de negócios tradicionais continuarão liderando as vendas, com exceção da indústria fonográfica, na qual a distribuição digital irá superar a física em 2011. Embora a distribuição por meio digital e móvel represente somente 5% dos gastos totais em mídia e entretenimento em 2007, a receita com estes serviços responderá por 24% do crescimento estimado para o setor nos próximos cinco anos.

A geração da internet continua liderando a evolução do setor e influenciando os novos modelos de negócios que estão revolucionando a relação entre as empresas e seus consumidores. Ao adotar essas tecnologias como elemento de seu dia-a-dia, a geração internet estimula o uso destas pelas gerações mais velhas, conectando-os às novas tendências tecnológicas de mídia. Entretanto, os consumidores acima dos 50 anos desempenham um importante papel no equilíbrio do setor, sustentando os formatos tradicionais.

América Latina lidera o crescimento

A América Latina foi a região que registrou o mais rápido crescimento no setor de mídia e entretenimento em 2007. O segmento de publicidade eletrônica (via internet a cabo ou móvel) foi o que apresentou o maior aumento, um salto de 50,3%, seguido por 27,8% no segmento de videogames e 22,4% na receita com acesso à internet. Taxas de crescimento significativas também foram registradas na subscrição de TV paga e licenciamento de programas, publicidade na televisão e publicação de jornais. O Brasil é o maior mercado da região com receita de US$ 22 bilhões em 2007 e projeção de chegar a US$ 33,8 bilhões em 2012.

A projeção de crescimento para a região como um todo é de 10,6% ao ano em média, nos próximos cinco anos, com a receita total passando de US$ 51 bilhões em 2007 para US$ 85 bilhões em 2012. A Colômbia se destaca com o maior crescimento projetado na região até 2012, 14,5% ao ano. Os Estados Unidos permanecem como o maior mercado de mídia e entretenimento, porém o que apresenta mais lento crescimento, com uma taxa média anual de 4,8%.

Com a tendência de globalização do setor, Brasil, Rússia, Índia e China são importantes fontes para fomentar o crescimento do setor como um todo, impulsionado pelo aumento de renda e melhoria das condições de vida da população. Adicionalmente, um amplo e diverso grupo de países também contribui significativamente para o crescimento dos números da indústria com taxas médias anuais acima dos dois dígitos, como a Arábia Saudita e outros países do mundo árabe.

Segmentos em destaque

Mesmo com taxas de crescimento menores do que as dos últimos anos, o segmento de publicidade na internet se manterá na liderança com aumento médio estimado em 19,5% ao ano até 2012. A receita com acesso à internet (12,1%), video games (10,3%) e assinatura de televisão paga e licenciamento de conteúdo (10,1%) também terão incremento acima dos dois dígitos, de acordo com a pesquisa da PwC. Mais estáveis, os segmentos de publicidade em televisão (5.9%), parques temáticos (5%), jogos e cassinos (6.5%), indústria cinematográfica (5.3%) e esportes (6.5%) terão crescimento médio estimado entre 5% e 7% ao ano.

O segmento editorial, que inclui jornais (2.2%), revistas (3.5%), livros didáticos e literatura (2.8%), Livros técnicos e de negócios (3.2%) assim como a indústria fonográfica (-0.6%) enfrentam o mais difícil desafio, pois o crescimento nas vendas de formatos digitais, ainda que em expansão, não são suficientes para superar o declínio nas vendas físicas.

“As empresas de entretenimento e mídia estão adotando rapidamente as novas tecnologias ao mesmo tempo em que se adaptam às demandas da geração da internet de forma a garantir o crescimento dos negócios e se manter competitivos num mercado norteado pela inovação. No entanto, elas precisam também manter o foco na gestão dos negócios tradicionais, que ainda respondem pela maior fatia das receitas. Ao gerir com eficiência os negócios tradicionais e a adoção das novas tecnologias, eles estarão aptos a identificar oportunidades que lhes permitirão migrar para o novo cenário digital e atender as demandas as novas gerações” conclui Marcel Fenez.

EQUILÍBRIO ENTRE FORMATOS TRADICIONAIS E NOVAS TECNOLOGIAS É O PRINCIPAL DESAFIO PARA EMPRESAS DE ENTRETENIMENTO E MÍDIA

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Jul 15

O iG promove no próximo dia 17 de julho, às 15h, um debate ao vivo entre os candidatos a prefeito de São Paulo, primeiro evento deste tipo promovido na história da internet brasileira. O debate também é inovador em seu formato e conceito: terá como foco o eleitor - com participação direta deste no questionamento aos candidatos - e seu sinal estará liberado para reprodução por outros veículos de comunicação.

Nesta segunda-feira (7) entrou no ar uma seção no Portal para o internauta cadastrar sua pergunta em vídeo sobre os principais problemas da administração de São Paulo (www.ig.com.br/videopergunta). Os jornalistas do iG irão selecionar as dez principais perguntas a serem exibidas durante um dos blocos do debate. Além disso, o formato da discussão estabelece que o eleitor participe enviando suas perguntas ao vivo, por e-mail ou através do bate-papo do iG. Em outro trecho do programa, os candidatos farão perguntas entre si, seguindo regras estabelecidas entre a direção do iG e as assessorias das campanhas de cada político.

O link com as imagens ao vivo do evento, que será transmitido a partir do estúdio do iG, estará disponível para reprodução por qualquer site ou blog. A transcrição do conteúdo das falas dos candidatos também será disponibilizada pelo iG -medida que beneficia usuários de internet discada.

Com a liberação do sinal do debate, o Portal pretende disseminar a informação sobre o processo eleitoral na maior cidade do Brasil e contribuir com a ampliação da participação política da população. Nos EUA, no ano passado, parceria entre o site de vídeos Youtube e o canal de TV CNN possibilitou a promoção de debate entre os pré-candidatos à presidência pelo Partido Democrata Hillary Clinton e Barack Obama.

Primeiro debate desta eleição
O evento promovido pelo iG no dia 17 de julho será não apenas um marco na internet brasileira, mas também o primeiro debate entre os candidatos a prefeito de São Paulo no processo eleitoral de 2008. Os principais candidatos já confirmaram presença. O mediador será o jornalista Flávio Gomes.

IG PROMOVE PRIMEIRO DEBATE ELEITORAL NA HISTÓRIA DA INTERNET BRASILEIRA

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Jul 15

Nas reestruturações, a maior parte das empresas dá prioridade às análises técnicas, ou seja, econômicas e industriais, além de pensar nas conseqüências para as organizações e os empregados, nos procedimentos e estratégias, etc. Apenas no último momento, pouco antes de anunciar a reorganização aos empregados e aos parceiros sociais, políticos e administrativos, é que se decide tratar da comunicação. Estratégia errada. Um dirigente não pode projetar uma reestruturação sem preparar a comunicação que irá sustentar sua realização e bom funcionamento. Pesquisas mostram que 50% do sucesso de um projeto deste tipo está vinculado à comunicação. E quanto mais a empresa for conhecida, maior deverá ser o cuidado na hora de comunicar.

Alguns executivos fazem a escolha de abrir bem cedo o canal de comunicação. Essa opção obriga os gestores da mudança a explicarem suas escolhas e decisões e tem a vantagem de permitir avaliações sobre diferentes cenários e possibilidades. Escolher uma comunicação proativa, voluntarista, e ter tempo para desenvolver os instrumentos de comunicação, antes de entrar no período de turbulências, evita contratempos.

Em alguns casos o objetivo é fazer circular a informação na empresa ou instalar esquemas de retransmissões para levar aos dirigentes as reações da base, para que eles conheçam o que os funcionários estão dizendo ou fazendo, se existe credibilidade ou não. Em outros o objetivo é estabelecer boas relações com jornalistas, mas em ambos os casos, os esquemas só darão certo se preparados com antecedência e sem precipitação.

A percepção que os empregados terão sobre a orientação da empresa, das decisões de sua direção, e, sobretudo, da mudança pela qual vai passar sua vida profissional (e, em conseqüência pessoal) será construída a partir de mecanismos frágeis e versáteis, uma mistura das fontes de informação formais e informais, oficiais ou não. O conteúdo da intervenção oral de um chefe na frente da equipe, não importa o quão preparado ele esteja, será apenas parte das informações que serão percebidas pelos empregados. Provavelmente, os outros pequenos detalhes comunicam mais: gestos e olhares, tom de voz, postura, lugar da reunião, maneira como o convite foi apresentado, anseios de uns e de outros, etc. O risco é que esses pequenos detalhes ou atos falhos na comunicação tornem-se símbolos comprometedores do bom funcionamento da mesma.

É conveniente que a liderança do processo ocupe o mais depressa possível o espaço da comunicação para não deixar os empregados sem pontos de apoio quando os boatos e fofocas se intensificarem. A legislação trabalhista e a atuação sindical acabam criando temores e constrangimentos quanto ao quê e como comunicar, mas isto não pode impedir que os líderes avancem na exposição dos objetivos e das conseqüências em médio e longo prazos. Quais as perspectivas de desenvolvimento para a empresa? Por que certas mudanças são inevitáveis?

Comunicando a visão, tentando explicar os constrangimentos de mercado, esforçando-se para estar presentes, os líderes darão mostras de uma direção preocupada em apoiar seus empregados. Não é criar uma abordagem manipuladora, mas sim estabelecer etapas educativas, necessárias para ajudar os empregados a decifrar e integrar as informações dadas durante o anúncio.

Outra dificuldade para os líderes é gerenciar a defasagem de informação com os outros colaboradores. Muito antes de iniciar a fase de implantação, os líderes estudaram e se prepararam para o processo e suas etapas, passando por toda uma fase de compreensão e aceitação do que vai acontecer. Durante meses de trabalho, horas de reunião, a reestruturação acabou se tornando natural para eles. Agora, todo esse encaminhamento deve também ser realizado pelo conjunto da empresa, que não dispõe da mesma quantidade de informações, nem do mesmo tempo. O objetivo é chegar ao ponto em que cada um possa compreender a urgência de agir. Alguns demonstrarão hostilidade, o que é normal, pois é difícil aderir de imediato a perspectivas constrangedoras. A maioria precisa de mais tempo e informação.

É fundamental que se criem oportunidades e esquemas que permitam aos empregados colocar suas dúvidas, perguntas, expor sua percepção do problema, exprimir suas críticas, incompreensão e, às vezes, sua angústia. Os líderes ganharão sempre em procurar conhecer o sentimento real de seus interlocutores, para preparar-se antes de apostar na resignação dos empregados. Alguns meses antes de entrar na fase ativa da reestruturação, a empresa deveria organizar grupos de trocas e de discussão que reunissem uma dezena de empregados por vez, realizando reuniões conduzidas por especialistas sobre temas precisos relativos às dificuldades da empresa, dos apoios previstos, etc. Essa fonte de informações sobre os anseios e as percepções dos empregados identifica os temas que deverão ser abordados de maneira objetiva numa óptica de esclarecimento e de sugestão. Fundado sobre a expressão dos anseios e das sugestões de cada um, esse importante passo deve ser trabalhado coletiva e individualmente. Esse trabalho conduz à elaboração de um plano de ação.

Levar em conta o tempo necessário para que cada um possa integrar o novo ambiente, ajudar a empresa a reagir imediatamente aos diferentes acontecimentos que permeiam o desenrolar do projeto, incluindo sua fase de preparação, deixar claras as intenções da empresa por meio de ações concretas são as tarefas do responsável pelas comunicações.

Não se trata necessariamente de um diretor de comunicação, mas sim de alguém que vai se ocupar de modo permanente desse desafio durante toda a operação. Numa reestruturação, o diretor dos recursos humanos é um personagem-chave. A reestruturação só terá a ganhar se esse personagem também se engajar pessoalmente na execução da comunicação. Em períodos de mudança, a gestão dos empregados e a comunicação estão intimamente ligadas.

Gilberto Guimarães é executivo, professor do IBMEC-SP, consultor da FGV, palestrante, autor dos livros: “Esta Desabalada Carreira”, “Reestruturando Vidas e Empresas” e da coluna Entra e Sai da Revista Você S/A. Engenheiro da Poli-USP, MBA pela GV e vários cursos de especialização. É diretor da multinacional francesa Groupe BPI no Brasil, empresa que atua na área de consultoria em RH e reorientação profissional especializada - outplacement - com mais de 200 escritórios pelo mundo. É presidente do Instituto Amigos do Emprego, presidente do Integro e coordenador do PNBE - Pensamento Nacional das Bases Empresariais.

A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NAS REESTRUTURAÇÕES - POR GILBERTO GUIMARÃES

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