Aug 11

Marisa Mitsue Toma é a mais nova Gerente de Mídia da Sinc. Ela chegou à Sinc para cuidar de Mídia, Social Media, Business Intelligence e Search Engine Marketing.

Formada pela USP e pós-graduada em Administração de Empresas pela Harvard University, Marisa já passou pela AgênciaClick onde coordenou as áreas de Social Media e Planejamento e também atuou na Leo Burnett como Gerente de Planejamento.

Já trabalhou com grandes clientes como Citibank, Sadia, Coca-Cola, Multibrás, Bradesco, TIM, SKY, Brasil Telecom, Visa, entre outros.
Marisa Toma também faz sucesso na blogosfera, onde é mais conhecida como ematoma. Seu blog Objetos de Desejo (www.objetosdedesejo.com)
está em 52º lugar na lista dos blogs mais populares na blogosfera brasileira (http://www.mundotecno.info/noticias/os-200-blogs-mais-populares-do-brasil-em-2008)

SINC CONTRATA NOVA GERENTE DE MÍDIA

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Aug 08

Apresentar e discutir a relevância da colaboração, seus desafios e oportunidades no desenvolvimento do novo CFO (Chief Financial Officer) hoje no país. Estes são os objetivos da 8ª edição do Business Fórum. O encontro é promovido pela IT Mídia, empresa de mídias de negócios, e acontece entre os dias 20 e 24 de agosto, no Hotel Transamérica, na Ilha de Comandatuba.- BA.

Impulsionada pelos resultados que vem trazendo às empresas brasileiras e já caracterizada como um case de sucesso pela evolução que vem trazendo às organizações, a Colaboração vem sendo considerada peça fundamental no dia-a-dia do mercado.

Alinhada a essa tendência, a decisão da IT Mídia pelo tema como base para o encontro tem total relação com a contribuição para a evolução do CFO, seguindo as tendências apontadas pelo mercado. O objetivo do Business Forum 2008 é utilizar ferramentas colaborativas e auxiliar em mudanças inovadoras nas empresas, incentivadas pela vivência dos CFOs durante o encontro.

Como Keynote Speaker deste ano, a IT Mídia traz Luis Augusto Lobão Mendes, Professor de Estratégia e Desenvolvimento Organizacional da Fundação Dom Cabral. Durante a palestra: “Colaboração: Desafios e oportunidades na ascensão do novo CFO”, Lobão apresentará cases de empresas que aplicaram a Colaboração e revolucionaram seus negócios. Os exemplos servirão de referência durante a dinâmica com os CFOs.

Além da apresentação do Profº Lobão, outros painéis contarão com a presença de CFOs para discussão sobre o impacto da Colaboração no crescimento das corporações. Para mostrar ainda mais os resultados da influência da colaboração na prática, serão apresentados cases como o da empresa colombiana Corona e do Banco Real.

O formato diferenciado proposto pelo encontro contempla ainda, além do conteúdo ministrado por especialistas, a oportunidade dos CFOs desenvolverem projetos em resposta a assuntos propostos como: gestão de risco, de performance e de pessoas, reputação da imagem da empresa e do executivo de finanças.

“O objetivo é, além de falar de colaboração, promover que os próprios executivos se sintam parte integrante desse conceito. Serão momentos de teoria e prática com um único intuito: fazer com que o participante veja a importância da colaboração e como ela pode trazer resultados efetivos nos negócios empresariais. Isso será  possível pela prática vivenciada nas dinâmicas colaborativas do Business Forum”, Emerson Moraes, Gerente de Marketing da IT Mídia.
Outro diferencial do encontro são as Business Suites dos patrocinadores, que funcionam como uma extensão de seus respectivos escritórios para realização de reuniões com os convidados. O intuito é apresentar as mais recentes novidades para o setor.

Entre os patrocinadores do encontro, estão: Bradesco, Oracle, KPMG, FDC, Neumann, Disec, Microcity e Cognos.

Já confirmaram presença mais de 80 CFOs das mais importantes empresas do Brasil como: Arno, Amil Assistência Médica, Atento Brasil, Banco ABN AMRO Real Fundação Bradesco, Bombril, Goodyear, Petrobras-Refap, Ticket, Liquigás, Microsoft, dentre outras.

Paralelo ao conteúdo profissional, o Business Forum 2008 oferece uma programação dedicada ao relacionamento entre os participantes como jantares temáticos e atividades de esporte ao ar livre.

Para mais informações sobre o encontro, acesse www.businessforum.com.br

COLABORAÇÃO É O TEMA CENTRAL DA 8ª EDIÇÃO DO BUSINESSFORUM – CFO RISING

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Jul 17

O objetivo de todo empresário é obter um resultado positivo na gestão administrativa, já que isso representa retorno financeiro garantido, porém, quando a maioria dos gerenciadores inicia um negócio, não faz o planejamento adequado e depois não consegue identificar os motivos que levaram a empresa à situação que se encontra naquele momento. Apesar de vivermos na Era da tecnologia e da informação, controlar os gastos do próprio negócio ainda é tabu para muitas pessoas.

Um dos maiores problemas da maioria dos gestores é que eles falham logo quando estão planejando seus negócios. É nesse momento que as etapas do negócio da produção à gestão financeira devem ser pensadas, já que não adianta produzir e vender se não existir um projeto financeiro pré-estabelecido. Uma empresa que já começa investindo da maneira errada, dificilmente conseguirá recuperar os lucros depois.

Apesar de muitas pessoas enxergarem a gestão financeira como algo complicado ou muito complexo, na realidade, gerir financeiramente uma empresa é ficar atento aos resultados das atitudes tomadas na empresa, ou seja, ficar atento para que o dinheiro não entre por uma porta e saia pelas janelas ou ralos. Aqui, ressalto novamente a necessidade de se ter um planejamento prévio para a realização desses projetos.

Além dessas medidas, faz-se necessário também utilizar algumas ferramentas para que seja possível demonstrar os resultados. Por exemplo, a utilização de um software próprio, especializado na contabilidade da empresa, no lugar das planilhas do Excel facilitará a elaboração dos demonstrativos, possibilitando a organização de todos os itens mensais e a projeção para os momentos futuros.

É possível que uma empresa tenha uma economia significativa caso efetue o planejamento correto e elabore um orçamento baseado em fatos reais, ou seja, com base nos relatórios financeiros, e que mostrem como foi investida ou desperdiçada a receita da empresa, sempre corrigindo e melhorando a trajetória da mesma.

Gerir não significa fazer pessoalmente, ou seja, operacionalmente, os processos, mas ter ao próprio alcance pessoas ou instrumentos que possibilitem entender e interpretar o resultado final das operações. Para que se concretize esse projeto, é até interessante contar com um profissional especializado para que ele possa interpretar, de uma maneira ainda mais completa, todos os demonstrativos.

Dora Ramos atua no mercado contábil-administrativo há mais de vinte anos. É fundadora e contadora responsável pela Fharos Assessoria Empresarial. www.fharos.com.br

GESTÃO FINANCEIRA: APRENDA A CONTROLAR OS GASTOS DA SUA EMPRESA, POR DORA RAMOS

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Jul 16

As empresas de mídia e entretenimento que desejarem crescer nos próximos cinco anos terão de promover profundas mudanças em termos de tecnologia, na forma de abordar o mercado e na interpretação do comportamento do consumidor, além de considerar a formação de alianças estratégicas de negócios. Isto é o que indica a pesquisa Global Entertainment and Media Outlook: 2008-2012, divulgada pela PricewaterhouseCoopers. O relatório ressalta a importância de manter a receita com os segmentos de negócio tradicionais enquanto as novas tecnologias estão em fase de consolidação junto aos consumidores. A pesquisa projeta crescimento médio anual de 6,6% para o setor, nos próximos cinco anos, atingindo receita de US$ 2.2 trilhões em 2012.

“Estamos vendo a consolidação de um novo modelo de negócios no setor de mídia e entretenimento” afirma o sócio da PricewaterhouseCoopers Marcel Fenez, líder dos serviços para empresas de Mídia e Entretenimento. “Alguns segmentos, como a indústria cinematográfica, já experimentaram essa situação num passado recente, mas foram movimentos pequenos se comparados ao que está por vir. Nenhum negócio será bem-sucedido sem alianças estratégicas e parcerias de negócios. Os desafios são enormes e a demanda por inovação também” diz ele.

Alianças estratégicas substituirão a verticalização

Diversas tecnologias estão, agora, atingindo seu ápice e terão profunda influência tanto no ritmo quanto como direcionadores do crescimento do setor nos próximos cinco anos. A penetração do serviço de banda-larga se mantém em ritmo acelerado em escala global, os serviços móveis vêm ganhando terreno rapidamente - conquistando cada vez mais consumidores e melhorando a infra-estrutura necessária para a nova onda de expansão que compreende o acesso a internet, veiculação de publicidade e transmissão de programas de televisão. Salas modernas, projeção digital e em 3-D (terceira dimensão) estimulam e valorizam o hábito de ir ao cinema enquanto as transmissões de televisão em alta resolução assim como em DVD revigoram o investimento em home theaters. O motor por trás da expansão dessas novas tecnologias raramente está nas tradicionais empresas do setor.

A expansão da banda larga continua sua trajetória, alimentando o crescimento do setor como um todo. E, segundo as projeções, esse segmento deve dobrar novamente de tamanho atingindo 661 milhões de lares em 2012, crescendo a uma taxa média anual de 16,4%. Enquanto as tecnologias móveis e digitais puxam o crescimento, os segmentos de negócios tradicionais continuarão liderando as vendas, com exceção da indústria fonográfica, na qual a distribuição digital irá superar a física em 2011. Embora a distribuição por meio digital e móvel represente somente 5% dos gastos totais em mídia e entretenimento em 2007, a receita com estes serviços responderá por 24% do crescimento estimado para o setor nos próximos cinco anos.

A geração da internet continua liderando a evolução do setor e influenciando os novos modelos de negócios que estão revolucionando a relação entre as empresas e seus consumidores. Ao adotar essas tecnologias como elemento de seu dia-a-dia, a geração internet estimula o uso destas pelas gerações mais velhas, conectando-os às novas tendências tecnológicas de mídia. Entretanto, os consumidores acima dos 50 anos desempenham um importante papel no equilíbrio do setor, sustentando os formatos tradicionais.

América Latina lidera o crescimento

A América Latina foi a região que registrou o mais rápido crescimento no setor de mídia e entretenimento em 2007. O segmento de publicidade eletrônica (via internet a cabo ou móvel) foi o que apresentou o maior aumento, um salto de 50,3%, seguido por 27,8% no segmento de videogames e 22,4% na receita com acesso à internet. Taxas de crescimento significativas também foram registradas na subscrição de TV paga e licenciamento de programas, publicidade na televisão e publicação de jornais. O Brasil é o maior mercado da região com receita de US$ 22 bilhões em 2007 e projeção de chegar a US$ 33,8 bilhões em 2012.

A projeção de crescimento para a região como um todo é de 10,6% ao ano em média, nos próximos cinco anos, com a receita total passando de US$ 51 bilhões em 2007 para US$ 85 bilhões em 2012. A Colômbia se destaca com o maior crescimento projetado na região até 2012, 14,5% ao ano. Os Estados Unidos permanecem como o maior mercado de mídia e entretenimento, porém o que apresenta mais lento crescimento, com uma taxa média anual de 4,8%.

Com a tendência de globalização do setor, Brasil, Rússia, Índia e China são importantes fontes para fomentar o crescimento do setor como um todo, impulsionado pelo aumento de renda e melhoria das condições de vida da população. Adicionalmente, um amplo e diverso grupo de países também contribui significativamente para o crescimento dos números da indústria com taxas médias anuais acima dos dois dígitos, como a Arábia Saudita e outros países do mundo árabe.

Segmentos em destaque

Mesmo com taxas de crescimento menores do que as dos últimos anos, o segmento de publicidade na internet se manterá na liderança com aumento médio estimado em 19,5% ao ano até 2012. A receita com acesso à internet (12,1%), video games (10,3%) e assinatura de televisão paga e licenciamento de conteúdo (10,1%) também terão incremento acima dos dois dígitos, de acordo com a pesquisa da PwC. Mais estáveis, os segmentos de publicidade em televisão (5.9%), parques temáticos (5%), jogos e cassinos (6.5%), indústria cinematográfica (5.3%) e esportes (6.5%) terão crescimento médio estimado entre 5% e 7% ao ano.

O segmento editorial, que inclui jornais (2.2%), revistas (3.5%), livros didáticos e literatura (2.8%), Livros técnicos e de negócios (3.2%) assim como a indústria fonográfica (-0.6%) enfrentam o mais difícil desafio, pois o crescimento nas vendas de formatos digitais, ainda que em expansão, não são suficientes para superar o declínio nas vendas físicas.

“As empresas de entretenimento e mídia estão adotando rapidamente as novas tecnologias ao mesmo tempo em que se adaptam às demandas da geração da internet de forma a garantir o crescimento dos negócios e se manter competitivos num mercado norteado pela inovação. No entanto, elas precisam também manter o foco na gestão dos negócios tradicionais, que ainda respondem pela maior fatia das receitas. Ao gerir com eficiência os negócios tradicionais e a adoção das novas tecnologias, eles estarão aptos a identificar oportunidades que lhes permitirão migrar para o novo cenário digital e atender as demandas as novas gerações” conclui Marcel Fenez.

EQUILÍBRIO ENTRE FORMATOS TRADICIONAIS E NOVAS TECNOLOGIAS É O PRINCIPAL DESAFIO PARA EMPRESAS DE ENTRETENIMENTO E MÍDIA

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Jul 15

Nas reestruturações, a maior parte das empresas dá prioridade às análises técnicas, ou seja, econômicas e industriais, além de pensar nas conseqüências para as organizações e os empregados, nos procedimentos e estratégias, etc. Apenas no último momento, pouco antes de anunciar a reorganização aos empregados e aos parceiros sociais, políticos e administrativos, é que se decide tratar da comunicação. Estratégia errada. Um dirigente não pode projetar uma reestruturação sem preparar a comunicação que irá sustentar sua realização e bom funcionamento. Pesquisas mostram que 50% do sucesso de um projeto deste tipo está vinculado à comunicação. E quanto mais a empresa for conhecida, maior deverá ser o cuidado na hora de comunicar.

Alguns executivos fazem a escolha de abrir bem cedo o canal de comunicação. Essa opção obriga os gestores da mudança a explicarem suas escolhas e decisões e tem a vantagem de permitir avaliações sobre diferentes cenários e possibilidades. Escolher uma comunicação proativa, voluntarista, e ter tempo para desenvolver os instrumentos de comunicação, antes de entrar no período de turbulências, evita contratempos.

Em alguns casos o objetivo é fazer circular a informação na empresa ou instalar esquemas de retransmissões para levar aos dirigentes as reações da base, para que eles conheçam o que os funcionários estão dizendo ou fazendo, se existe credibilidade ou não. Em outros o objetivo é estabelecer boas relações com jornalistas, mas em ambos os casos, os esquemas só darão certo se preparados com antecedência e sem precipitação.

A percepção que os empregados terão sobre a orientação da empresa, das decisões de sua direção, e, sobretudo, da mudança pela qual vai passar sua vida profissional (e, em conseqüência pessoal) será construída a partir de mecanismos frágeis e versáteis, uma mistura das fontes de informação formais e informais, oficiais ou não. O conteúdo da intervenção oral de um chefe na frente da equipe, não importa o quão preparado ele esteja, será apenas parte das informações que serão percebidas pelos empregados. Provavelmente, os outros pequenos detalhes comunicam mais: gestos e olhares, tom de voz, postura, lugar da reunião, maneira como o convite foi apresentado, anseios de uns e de outros, etc. O risco é que esses pequenos detalhes ou atos falhos na comunicação tornem-se símbolos comprometedores do bom funcionamento da mesma.

É conveniente que a liderança do processo ocupe o mais depressa possível o espaço da comunicação para não deixar os empregados sem pontos de apoio quando os boatos e fofocas se intensificarem. A legislação trabalhista e a atuação sindical acabam criando temores e constrangimentos quanto ao quê e como comunicar, mas isto não pode impedir que os líderes avancem na exposição dos objetivos e das conseqüências em médio e longo prazos. Quais as perspectivas de desenvolvimento para a empresa? Por que certas mudanças são inevitáveis?

Comunicando a visão, tentando explicar os constrangimentos de mercado, esforçando-se para estar presentes, os líderes darão mostras de uma direção preocupada em apoiar seus empregados. Não é criar uma abordagem manipuladora, mas sim estabelecer etapas educativas, necessárias para ajudar os empregados a decifrar e integrar as informações dadas durante o anúncio.

Outra dificuldade para os líderes é gerenciar a defasagem de informação com os outros colaboradores. Muito antes de iniciar a fase de implantação, os líderes estudaram e se prepararam para o processo e suas etapas, passando por toda uma fase de compreensão e aceitação do que vai acontecer. Durante meses de trabalho, horas de reunião, a reestruturação acabou se tornando natural para eles. Agora, todo esse encaminhamento deve também ser realizado pelo conjunto da empresa, que não dispõe da mesma quantidade de informações, nem do mesmo tempo. O objetivo é chegar ao ponto em que cada um possa compreender a urgência de agir. Alguns demonstrarão hostilidade, o que é normal, pois é difícil aderir de imediato a perspectivas constrangedoras. A maioria precisa de mais tempo e informação.

É fundamental que se criem oportunidades e esquemas que permitam aos empregados colocar suas dúvidas, perguntas, expor sua percepção do problema, exprimir suas críticas, incompreensão e, às vezes, sua angústia. Os líderes ganharão sempre em procurar conhecer o sentimento real de seus interlocutores, para preparar-se antes de apostar na resignação dos empregados. Alguns meses antes de entrar na fase ativa da reestruturação, a empresa deveria organizar grupos de trocas e de discussão que reunissem uma dezena de empregados por vez, realizando reuniões conduzidas por especialistas sobre temas precisos relativos às dificuldades da empresa, dos apoios previstos, etc. Essa fonte de informações sobre os anseios e as percepções dos empregados identifica os temas que deverão ser abordados de maneira objetiva numa óptica de esclarecimento e de sugestão. Fundado sobre a expressão dos anseios e das sugestões de cada um, esse importante passo deve ser trabalhado coletiva e individualmente. Esse trabalho conduz à elaboração de um plano de ação.

Levar em conta o tempo necessário para que cada um possa integrar o novo ambiente, ajudar a empresa a reagir imediatamente aos diferentes acontecimentos que permeiam o desenrolar do projeto, incluindo sua fase de preparação, deixar claras as intenções da empresa por meio de ações concretas são as tarefas do responsável pelas comunicações.

Não se trata necessariamente de um diretor de comunicação, mas sim de alguém que vai se ocupar de modo permanente desse desafio durante toda a operação. Numa reestruturação, o diretor dos recursos humanos é um personagem-chave. A reestruturação só terá a ganhar se esse personagem também se engajar pessoalmente na execução da comunicação. Em períodos de mudança, a gestão dos empregados e a comunicação estão intimamente ligadas.

Gilberto Guimarães é executivo, professor do IBMEC-SP, consultor da FGV, palestrante, autor dos livros: “Esta Desabalada Carreira”, “Reestruturando Vidas e Empresas” e da coluna Entra e Sai da Revista Você S/A. Engenheiro da Poli-USP, MBA pela GV e vários cursos de especialização. É diretor da multinacional francesa Groupe BPI no Brasil, empresa que atua na área de consultoria em RH e reorientação profissional especializada - outplacement - com mais de 200 escritórios pelo mundo. É presidente do Instituto Amigos do Emprego, presidente do Integro e coordenador do PNBE - Pensamento Nacional das Bases Empresariais.

A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NAS REESTRUTURAÇÕES - POR GILBERTO GUIMARÃES

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Jul 14

No livro Resiliência, Eduardo Carmello discute duas formas de transformação organizacional consistentes. A primeira mostra como executivos podem engajar talentos para produzir mudanças valorosas para a empresa. Já a segunda diz respeito às posturas individuais necessárias que um líder deve ter para construir seu sucesso.

Segundo o autor, uma pessoa ou empresa resiliente é aquela que promove as transformações necessárias para alcançar seus objetivos e propósitos mais nobres. Ser protagonista em situações difíceis traz para quem exercita a resiliência a sensação de confiança e evolução quando se busca um constante aperfeiçoamento de suas competências.

Carmello mostra que é possível aplicar tais qualidades no processo de trabalho de uma empresa. Para isso, separa os componentes que formam a resiliência para exemplificar como ela funciona no mundo corporativo, explicando quais são os tipos de condutas, características e atributos de uma atitude resiliente.

No livro são apresentados cases famosos, como o Harley Davidson, a famosa fabricante norte-americana de motocicletas de alta cilindrada. Após trabalhar mais de 10 anos com os temas liderança, mudança e resiliência nas organizações, o autor é capaz de apontar como executivos podem mudar a usual postura de “esperar as coisas acontecerem para, depois, fazer algo a respeito”. O grande valor de seu texto é mostrar como o líder pode se tornar um “agente transformador”, que não se limita a enfrentar problemas, mas sim em evitá-los.

O livro é recomendado para profissionais que ocupam cargos de chefia (presidentes, diretores, gerentes, supervisores e coordenadores), especialistas em recursos humanos e para pessoas que pretendem desenvolver suas habilidades para lidar com projetos de alta complexidade.

Sobre o autor - Eduardo Carmello é diretor da Entheusiasmos Consultoria em Talentos Humanos. Consultor organizacional e educacional especialista em Gestão Estratégica de Pessoas, trabalhando dentro do modelo de Competências com foco em Desempenho. Coach com Certificação Internacional pela Lambent do Brasil. Conferencista nacional e internacional. Docente dos cursos de pós-graduação do Centro Universitário de Maringá (CESUMAR) e do Instituto Catarinense de Pós-Graduação - Associação Brasileira de Recursos Humanos (ICPG/ABRH). É colaborador da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD). E autor dos livros O poder da informação intuitiva e Supere (Editora Gente) e co-autor do Manual de treinamento & desenvolvimento.

A CHAVE DO SUCESSO DE UMA EMPRESA

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Jul 11

O que provoca o nascimento de uma empresa? Não é a assinatura do estatuto social, e sim quando algum risco é assumido como, por exemplo, o abandono do emprego antigo, o pagamento do primeiro aluguel do novo escritório, a responsabilidade da entrega do primeiro pedido. Quando o risco assumido for substancial, a organização deixa de ser sonho e passa ao estágio seguinte de desenvolvimento, denominado Infância.

Uma vez assumido o risco, ele tem que ser coberto. Dinheiro é necessário para pagar as contas. Para muitas empresas novatas, a passagem das idéias aos resultados é um momento penoso e exasperante. As relações em uma empresa são como na vida real: antes de um casamento há o namoro, onde tudo é belo. É comum as pessoas dizerem, “antes do casamento conversávamos o tempo todo, mas agora nunca nos vemos”. Em contrapartida, quem está sendo cobrado responde, “mas quando nos casamos decidimos que queríamos estabelecer família e comprar uma casa, e isso exige dinheiro”.

O mesmo acontece em uma organização “Criança”, aquela que tem menos de cinco anos. Quando os idealizadores pensavam em ter uma empresa, havia tempo para sonhar. Uma vez assumido o risco, é preciso agir. Seus fundadores são os primeiros a serem encarcerados, porque a nova ordem social não precisa de sonhos, precisa de realização. Nesse estágio, as perguntas freqüentes são: O que você vendeu? Você produziu alguma coisa? As cobranças fazem com que os idealizadores sintam-se desestimulados. “Não tenho tempo para pensar”, ou ainda, “tenho coisas demais para fazer” são as reclamações típicas do gerente de uma organização Criança.

Uma empresa Criança vive um grande paradoxo. Enquanto é preciso assumir riscos maiores, e para isso é necessário um idealizador de pulso firme para ser bem-sucedida, a empresa Criança tem poucas diretrizes, poucos sistemas, procedimentos e orçamentos. Todo o seu sistema administrativo pode estar escrito no verso de um envelope velho guardado no bolso do fundador. A maioria das pessoas dessa empresa, inclusive seu fundador, está na rua vendendo - fazendo. Há poucas reuniões de pessoal. A organização é altamente centralizada e apresenta uma postura pouco empresarial nesse sentido. No entanto, segue em frente a pleno vapor, sem conhecer seus pontos fortes e suas vulnerabilidades.

Um negócio, nessa fase, assume um excesso de compromissos, por acreditar que poderá cumpri-los. As agendas estão lotadas e as datas de entrega começam a ser adiadas. Se um produto é entregue no prazo, talvez lhe falte alguma peça. Entretanto, a organização se mantém aberta às reclamações dos clientes, tentando atender às necessidades, inclusive, trabalhando nos fins de semana.

A organização criança é um ambiente muito pessoal. Nela todos se chamam pelo primeiro nome, há pouquíssima hierarquia e inexiste um sistema de contratação de pessoal ou de avaliação de desempenho. As pessoas são contratadas à medida em que se tornam necessárias. Quase sempre são solicitadas a trabalhar imediatamente. São promovidos aqueles que apresentaram resultados o que souberam exercer pressão sobre o patrão.

Nesse estágio, a empresa exige “leite” (capital operacional) freqüentemente e, caso o fundador venha a falecer, não há ninguém capaz de substituí-lo. Ela não possuiu passado nem experiência, de modo que um erro no projeto do produto, ou nas vendas, nos serviços ou no planejamento financeiro, pode ter repercussões fatais. E a probabilidade disso acontecer é alta, pois a empresa vive com dinheiro contado, sem capital para criar a equipe complementar necessária para se tomar decisões empresariais equilibradas.

Mas uma criança não pode permanecer criança para sempre. O tempo e as emoções necessárias para manter viva uma organização Criança são freqüentemente muito superiores aos retornos econômicos que ela oferece, de modo que, se a Infância prolongar-se, vai minguando o orgulho que o fundador proprietário sente pelo negócio. Ele vai se exaurindo e acaba por desistir.

A morte da organização não é iminente ou súbita, mas um processo prolongado em que o grau de compromisso emocional para com o empreendimento não pára de diminuir até que finalmente se extingue e, no geral, ela - a empresa - não chegou a completar cinco anos. Era apenas uma Criança.

Luiz Fernando Garcia - é consultor especialista em manejo comportamental e empreendedorismo em negócios. É metodologista, empresário, palestrante e autor dos livros “Pessoas de Resultado” e “Gente que faz”, da Editora Gente.

Desenvolveu mais de 52 metodologias de foco comportamental, acumulando cerca de 20 mil horas de aplicação nessa modalidade. Uma delas destinada à formação e capacitação de empresários e profissionais que trabalham com negócios, conhecida como GD - Grupo Dirigido de Psicodinâmica em Negócios.

É um dos quatro consultores certificados pelo ONU (Organização das Nações Unidas) para coordenar os seminários e capacitar os coordenadores, facilitadores e trainees do EMPRETEC/SEBRAE.

Coordenou a equipe responsável pelo desenvolvimento do T.O.T (Training of Trainers) da metodologia EMPRETEC no Brasil, América Latina e África (ano 2002 / 2003).

Conteudista e responsável técnico pelo projeto de Educação Empreendedora no Ensino Médio-Técnico MEC(Ministério da Educação e Cultura)/SEBRAE - 2000, qualificando mais de 12.000 educadores no Brasil, além da certificação Notório Saber em comportamento empreendedor (MEC).

É pioneiro no Brasil, na abordagem de Orientação para Resultados e equipes e empresas e pelo desenvolvimento da metodologia de Manejo Comportamental como no Projeto APL - Arranjos Produtivos Locais para a Fiesp - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

POR QUE O SONHO DE TER UMA EMPRESA MORRE ANTES QUE ELA COMPLETE CINCO ANOS? - POR LUIZ FERNANDO GARCIA

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Jul 09

O desenvolvimento de marcas custa mais de cem milhões de dólares no mercado global, avalia Philip Kotler, reconhecido como uma das maiores autoridades em marketing. São, portanto, grandes os recursos aplicados em pesquisas, design, publicidade e assessoria de imprensa, na busca de identidade para empresas e produtos, como uma forma de se estabelecer empatia com o consumidor.

Alguns especialistas afirmam que marcas globais longevas valem tanto ou mais do que todos os ativos de muitas das grandes companhias. O tema é tão relevante no universo do marketing e dos negócios, que é constantemente objeto de seminários, livros, teses acadêmicas e intermináveis discussões.

Em meio a esse turbilhão de informações e conceitos, há o consenso de que a marca define um conjunto de virtudes, diferenciais e benefícios funcionais do produto e/ou da organização. O que, então, preserva e mantém acentuado o seu valor?

A resposta pode estar em itens aparentemente intangíveis, como a imagem e o prestígio da organização, a cultura que transmite e a relação que estabelece com os clientes, colaboradores, fornecedores, além dos valores que agrega aos usuários, consumidores e a sociedade, em geral.

É um exercício importante e interessante, buscarmos entender como se constroem esses requisitos fundamentais, que se constituem na verdadeira base das marcas vencedoras. A conjugação de alguns fatores, tais como: a qualidade dos produtos e serviços, a responsabilidade perante o mercado e outros, hoje adicionados, como é o caso da sustentabilidade da economia e do meio ambiente.

Uma organização que não se norteie por esses princípios não conseguirá compensá-los com nenhum investimento em comunicação e marketing, sendo incapaz de sustentar o sucesso da sua marca a longo prazo.

Considerada esta premissa, fica claro percebermos que a conduta precede a comunicação e o marketing, que por si só não fazem milagres. Em muitos casos, a marca de uma organização pode perfeitamente consolidar-se sem investimentos significativos em marketing e comunicação, desde que sua postura seja pautada por valores e atitudes corretas.

Este tem sido o caso da GS1 Brasil (Associação Brasileira de Automação), entidade multissetorial, sem fins lucrativos, que dissemina e administra um conjunto de padrões que possibilita a gestão eficiente das cadeias de suprimentos e identifica com exclusividade produtos, unidades logísticas, localidades, ativos e serviços, proporcionando, ainda, a possibilidade da rastreabilidade de itens e processos, através do Código de Barras, do EDI - Intercâmbio Eletrônico de Mensagens Padronizadas e do Código Eletrônico de Produto (EPC).

A GS1 Brasil completa 25 anos de atuação no Brasil. Sua marca é reconhecida pelos mais de 52 mil associados, dentre varejistas, atacadistas e indústrias, pelo valor - absolutamente tangível - que agrega a todos os segmentos de atuação, proporcionando eficiência e melhor controle, um serviço diferenciado com benefícios substanciais aos consumidores brasileiros.

Nesse quarto de século de sua história no Brasil, a GS1 inseriu o País no universo globalizado da automação, contribuindo para o avanço da economia, sempre atualizada nas novas tecnologias, elevando cada vez mais a sua reputação e a de seus profissionais na comunidade de negócios e trazendo aos associados brasileiros sempre um alto nível de serviços.

*Sergio Ribinik é CEO da GS1 Brasil, membro do Board of Governors da EPCglobal, uma divisão da GS1 global, e também membro do Conselho Internacional da GS1.

CREDIBILIDADE, UM VALOR TANGÍVEL! - POR SERGIO RIBINIK

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Jul 08

Se somente o contato porta-a-porta ou a indicação de um conhecido não são suficientes para garantir um bom cliente, o ideal é apostar em técnicas que conquistem a confiança de quem quer investir. Oferecer um desconto, um brinde ou até mesmo um parcelamento a perder de vista pode ser uma alternativa, mas hoje, com a alta competitividade do mercado, o mais importante é garantir a fidelidade do cliente no longo prazo. Pensando nisso, as empresas estão mudando seus conceitos de vendas e buscando investir em algo que o cliente realmente necessita e que poderá usar pelo resto da vida.

A Editel Publicar, editora de guias e listas telefônicas com sede em Curitiba, adotou uma postura diferenciada para atrair e manter seus anunciantes. Por meio de parcerias com diferentes entidades do ramo educacional e empresarial, oferece cursos de formação com desconto aos clientes. O conteúdo é sempre voltado ao interesse do anunciante, geralmente, relacionado a atendimento ao cliente e suporte em vendas.

Nesta linha, uma grande oportunidade tem sido as palestras oferecidas pelo Clube do Empreendedor. O programa tem como principal objetivo aumentar a vantagem competitiva de seus clientes e parceria através do aperfeiçoamento e atualização do conhecimento. Em 2007/2008, grandes nomes como David Gertner, Christopher Lovelock e Carlos Alberto Sardenberg prestigiaram os encontros.

Por uma parceria com Estação Business School, instituição ligada ao IBMEC, clientes Editel têm 10% de desconto nos cursos do programa de sucessão familiar “Family Busines”, indicado para que empresas familiares façam um a melhor sucessão e gestão empresarial.

Outra alternativa para empresários que desejam aprimorar a formação de seus filhos ou até mesmo incentivá-los numa nova carreira é o curso Jovem Carreira e Vida, para futuros profissionais de 15 a 17 anos. O conteúdo visa despertar o auto-conhecimento, a atitude empreendedora e criativa, a liderança e o trabalho em equipe. Os clientes da lista também ganham 10% de desconto no valor do curso.

A parceria da Editel com o Ibmec completou dois anos. Os alunos têm à disposição, na entrada do prédio do Estação, um espaço com computador ligado ao site de consultas www.listaonline.com.br, para fazer buscas de locais, endereços e telefones. O local é visitado por cerca de 120 executivos por noite. “Este serviço de consultas nos permite manter a visibilidade da nossa marca junto a este público, que é potencial anunciante. Em contrapartida, podemos oferecer mais do que descontos a nossos clientes, como conhecimento e formação para que possam melhorar a efetividade de seus negócios”, justifica a gerente regional da Editel, Raquel Mônego.

Outra vantagem que a editora de listas oferece aos seus clientes é o fato de ter sede em todos os estados do País. O cliente pode fazer um anúncio de seu empreendimento que poderá ser visto em outras regiões do País. “É uma vantagem competitiva para quem tem matriz em uma cidade como Curitiba, por exemplo, mas quer entrar num mercado forte, como São Paulo Rio Grande do Sul e outros”, conclui a gerente.

INVESTIMENTO NO CLIENTE É DIFERENCIAL EM VENDAS

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Jul 04

Falar em processos é quase sinônimo de falar em eficiência, redução de custos e qualidade, por isso é recorrente na agenda de qualquer executivo. O atual dinamismo das organizações, aliado ao peso cada vez maior que a tecnologia exerce nos negócios, vem fazendo com que o tema processos e, mais recentemente, gestão por processos (Business Process Management, ou BPM) seja discutido e estudado com crescente interesse pelas empresas. Os principais fatores que tem contribuído para essa tendência são:
Aumento da demanda de mercado vem exigindo desenvolvimento e lançamento de novos produtos e serviços de forma mais ágil e rápida.
Com a implantação de Sistemas Integrados de Gestão, os chamados ERPs, existe a necessidade prévia de mapeamento dos processos. Entretanto é muito comum a falta de alinhamento entre processos, mesmo depois da implantação sistema.
As regras e procedimentos organizacionais se mostram cada vez mais desatualizados devido ao ambiente de constante mudança. Em tal situação erros são cometidos ou decisões são postergadas por falta de uma orientação clara.
Maior freqüência de entrada e saída de profissionais (turnover) tem dificultado a gestão de conhecimento e a documentação das regras de negócio, gerando como resultado maior dificuldade como na integração e treinamento de novos colaboradores.
Os efeitos destas e outras situações têm levado um número crescente de empresas a buscar uma nova forma de gerenciar seus processos. Muitas começam pelo desenvolvimento e revisão das normas da organização ou ainda pelo mapeamento de processos. Entretanto, fazer isso de imediato é colocar o “carro na frente dos bois”.

Em vez disso, o ponto de partida inicial é identificar os processos relevantes e como devem ser operacionalizados com eficiência. Questões que podem ajudar nesta análise são:
Qual o dimensionamento de equipe ideal para a execução e o controle dos processos?
Qual o suporte adequado de ferramentas tecnológicas?
Quais os métodos de monitoramento e controle do desempenho a serem utilizados?
Qual é o nível de integração e interdependência entre processos?
A resposta a essas questões representa a adoção de uma visão abrangente por parte da organização sobre os seus processos e de como estão relacionados. Essa “visão” é o que chama de uma abordagem de BPM. Sua implantação deve considerar no mínimo cinco 5 diferentes passos fundamentais:

1. Tradução do negócio em processos: É importante definir quais são os processos mais relevantes para a organização e aqueles que os suportam. Isso é possível a partir do entendimento da Visão Estratégica, como se pretende atuar e quais os diferenciais atuais e desejados para o futuro. Com isso, é possível construir o Mapa Geral de Processos da Organização.

2. Mapeamento e detalhando os processos: A partir da definição do Mapa Geral de Processos inicia-se a priorização dos processos que serão detalhados. O mapeamento estruturado com a definição de padrões de documentação permite uma análise de todo o potencial de integração e automação possível. De forma complementar são identificados os atributos dos processos, o que permite, por exemplo, realizar estudos de custeio das atividades que compõe o processo, ou ainda dimensionar o tamanho da equipe que deverá realizá-lo.

3. Definição de indicadores de desempenho: O objetivo do BPM é permitir a gestão dos processos, o que significa medir, atuar e melhorar! Assim, tão importante quanto mapear os processos é definir os indicadores de desempenho, além dos modelos de controle a serem utilizados.

4. Gerando oportunidades de melhoria: A intenção é garantir um modelo de operação que não leve a retrabalho, perda de esforço e de eficiência, ou que gere altos custos ou ofereça riscos ao negócio. Para tal é necessário identificar as oportunidades de melhoria, que por sua vez seguem quatro alternativas básicas: incrementar, simplificar, automatizar ou eliminar. Enquanto que na primeira busca-se o ganho de escala, na última busca-se a simples exclusão da atividade ou transferência da mesma para terceiros.

5. Implantando um novo modelo de gestão: O BPM não deve ser entendido como uma revisão de processos. A preocupação maior é assegurar melhores resultados e nesse caminho trata-se de uma mudança cultural. É necessária maior percepção das relações entre processos. Nesse sentido, não basta controlar os resultados dos processos, é preciso treinar e integrar as pessoas visando gerar fluxo de atividades mais equilibrado e de controles mais robustos.

É por causa desse último passo que a implantação de BPM deve ser tratada de forma planejada e orientada em resultados de curto, médio e longo prazo.

Como já dissemos, o BPM representa uma visão bem mais abrangente, onde a busca por ganhos está vinculada a um novo modelo de gestão. Colocar tal modelo em prática requer uma nova forma de analisar e decidir como será o dia-a-dia da organização de hoje, amanhã, na semana que vem, no próximo ano e assim por diante…

* Marcelo Raducziner - Sócio-Diretor Compass International

BMP: 5 PASSOS PARA O SUCESSO E ALGUMAS ARMADILHAS - POR MARCELO RADUCZINER

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