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Jul 16
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As empresas de mídia e entretenimento que desejarem crescer nos próximos cinco anos terão de promover profundas mudanças em termos de tecnologia, na forma de abordar o mercado e na interpretação do comportamento do consumidor, além de considerar a formação de alianças estratégicas de negócios. Isto é o que indica a pesquisa Global Entertainment and Media Outlook: 2008-2012, divulgada pela PricewaterhouseCoopers. O relatório ressalta a importância de manter a receita com os segmentos de negócio tradicionais enquanto as novas tecnologias estão em fase de consolidação junto aos consumidores. A pesquisa projeta crescimento médio anual de 6,6% para o setor, nos próximos cinco anos, atingindo receita de US$ 2.2 trilhões em 2012.

“Estamos vendo a consolidação de um novo modelo de negócios no setor de mídia e entretenimento” afirma o sócio da PricewaterhouseCoopers Marcel Fenez, líder dos serviços para empresas de Mídia e Entretenimento. “Alguns segmentos, como a indústria cinematográfica, já experimentaram essa situação num passado recente, mas foram movimentos pequenos se comparados ao que está por vir. Nenhum negócio será bem-sucedido sem alianças estratégicas e parcerias de negócios. Os desafios são enormes e a demanda por inovação também” diz ele.

Alianças estratégicas substituirão a verticalização

Diversas tecnologias estão, agora, atingindo seu ápice e terão profunda influência tanto no ritmo quanto como direcionadores do crescimento do setor nos próximos cinco anos. A penetração do serviço de banda-larga se mantém em ritmo acelerado em escala global, os serviços móveis vêm ganhando terreno rapidamente - conquistando cada vez mais consumidores e melhorando a infra-estrutura necessária para a nova onda de expansão que compreende o acesso a internet, veiculação de publicidade e transmissão de programas de televisão. Salas modernas, projeção digital e em 3-D (terceira dimensão) estimulam e valorizam o hábito de ir ao cinema enquanto as transmissões de televisão em alta resolução assim como em DVD revigoram o investimento em home theaters. O motor por trás da expansão dessas novas tecnologias raramente está nas tradicionais empresas do setor.

A expansão da banda larga continua sua trajetória, alimentando o crescimento do setor como um todo. E, segundo as projeções, esse segmento deve dobrar novamente de tamanho atingindo 661 milhões de lares em 2012, crescendo a uma taxa média anual de 16,4%. Enquanto as tecnologias móveis e digitais puxam o crescimento, os segmentos de negócios tradicionais continuarão liderando as vendas, com exceção da indústria fonográfica, na qual a distribuição digital irá superar a física em 2011. Embora a distribuição por meio digital e móvel represente somente 5% dos gastos totais em mídia e entretenimento em 2007, a receita com estes serviços responderá por 24% do crescimento estimado para o setor nos próximos cinco anos.

A geração da internet continua liderando a evolução do setor e influenciando os novos modelos de negócios que estão revolucionando a relação entre as empresas e seus consumidores. Ao adotar essas tecnologias como elemento de seu dia-a-dia, a geração internet estimula o uso destas pelas gerações mais velhas, conectando-os às novas tendências tecnológicas de mídia. Entretanto, os consumidores acima dos 50 anos desempenham um importante papel no equilíbrio do setor, sustentando os formatos tradicionais.

América Latina lidera o crescimento

A América Latina foi a região que registrou o mais rápido crescimento no setor de mídia e entretenimento em 2007. O segmento de publicidade eletrônica (via internet a cabo ou móvel) foi o que apresentou o maior aumento, um salto de 50,3%, seguido por 27,8% no segmento de videogames e 22,4% na receita com acesso à internet. Taxas de crescimento significativas também foram registradas na subscrição de TV paga e licenciamento de programas, publicidade na televisão e publicação de jornais. O Brasil é o maior mercado da região com receita de US$ 22 bilhões em 2007 e projeção de chegar a US$ 33,8 bilhões em 2012.

A projeção de crescimento para a região como um todo é de 10,6% ao ano em média, nos próximos cinco anos, com a receita total passando de US$ 51 bilhões em 2007 para US$ 85 bilhões em 2012. A Colômbia se destaca com o maior crescimento projetado na região até 2012, 14,5% ao ano. Os Estados Unidos permanecem como o maior mercado de mídia e entretenimento, porém o que apresenta mais lento crescimento, com uma taxa média anual de 4,8%.

Com a tendência de globalização do setor, Brasil, Rússia, Índia e China são importantes fontes para fomentar o crescimento do setor como um todo, impulsionado pelo aumento de renda e melhoria das condições de vida da população. Adicionalmente, um amplo e diverso grupo de países também contribui significativamente para o crescimento dos números da indústria com taxas médias anuais acima dos dois dígitos, como a Arábia Saudita e outros países do mundo árabe.

Segmentos em destaque

Mesmo com taxas de crescimento menores do que as dos últimos anos, o segmento de publicidade na internet se manterá na liderança com aumento médio estimado em 19,5% ao ano até 2012. A receita com acesso à internet (12,1%), video games (10,3%) e assinatura de televisão paga e licenciamento de conteúdo (10,1%) também terão incremento acima dos dois dígitos, de acordo com a pesquisa da PwC. Mais estáveis, os segmentos de publicidade em televisão (5.9%), parques temáticos (5%), jogos e cassinos (6.5%), indústria cinematográfica (5.3%) e esportes (6.5%) terão crescimento médio estimado entre 5% e 7% ao ano.

O segmento editorial, que inclui jornais (2.2%), revistas (3.5%), livros didáticos e literatura (2.8%), Livros técnicos e de negócios (3.2%) assim como a indústria fonográfica (-0.6%) enfrentam o mais difícil desafio, pois o crescimento nas vendas de formatos digitais, ainda que em expansão, não são suficientes para superar o declínio nas vendas físicas.

“As empresas de entretenimento e mídia estão adotando rapidamente as novas tecnologias ao mesmo tempo em que se adaptam às demandas da geração da internet de forma a garantir o crescimento dos negócios e se manter competitivos num mercado norteado pela inovação. No entanto, elas precisam também manter o foco na gestão dos negócios tradicionais, que ainda respondem pela maior fatia das receitas. Ao gerir com eficiência os negócios tradicionais e a adoção das novas tecnologias, eles estarão aptos a identificar oportunidades que lhes permitirão migrar para o novo cenário digital e atender as demandas as novas gerações” conclui Marcel Fenez.

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