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Jun 25
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De acordo com a última pesquisa divulgada pela Mercer Human Resource Consulting, o número de transferências internacionais de executivos cresceu 44% entre os anos de 2005 e 2006. Acompanhando essa tendência mundial, o Brasil surge como importante pólo de expatriação de executivos de alto escalão.

A abertura de novos escritórios, o desenvolvimento de projetos locais, a exportação de expertise técnica específica, a perda temporária de especialistas locais, o desenvolvimento de carreira ou treinamento, a liderança global e o desenvolvimento do negócio são as principais causas que levam uma organização a buscar a transferência internacional.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, existem mais de dois milhões de brasileiros trabalhando legalmente no exterior, sendo que os principais destinos são: Estados Unidos, França, Itália, Espanha, Japão e Portugal; além dos países do BRIC, do qual o próprio Brasil faz parte.

Todavia, o que vem preocupando as organizações são os casos nos quais o investimento não é compensatório, como nos episódios de executivos que comprometem projetos por problemas pessoais de adaptação, prejudicando seu desempenho e, como conseqüência, os resultados da empresa.

Segundo Alexander Posdnyakov, diretor da companhia Alexpress Global Logistics Relocation - única empresa nacional especializada em full relocation que interliga todas as fases de um processo de expatriação de executivos - as empresas valorizam o profissional brasileiro porque ele reúne um grupo de características que o coloca em vantagem na hora de encarar os desafios provenientes desse tipo de experiência internacional.

“O brasileiro tem como características ser receptivo a novas culturas e ter facilidade de adaptação, provenientes da diversidade cultural do país. Esses traços passaram a ser mais valorizados quando as empresas constataram que o maior agente dos altos índices de desistências nos contratos dos expatriados era a dificuldade de adaptação à nova realidade após a relocação”, afirma Alexander. “A família é o principal fator do processo de adaptação e, por isso, os serviços de relocação devem considerar filhos, cônjuges e até animais de estimação quando preparam a expatriação”, constata o consultor.

O custo de um profissional expatriado é de mais de um milhão de dólares por ano nos níveis de gerência, podendo ainda ser de valores mais exorbitantes quando se tratam de profissionais do alto escalão. Em todos os níveis hierárquicos, as despesas com um expatriado são estimadas em mais de três vezes do que é gasto com um profissional local. Esse alto investimento no fator humano reafirma a necessidade de sucesso do processo.

“Destaco ainda que a grande vantagem do profissional brasileiro seja a rica experiência gerada com as numerosas transformações econômicas sofridas pelo país. Os diversos planos monetários e as crises econômicas presenciados por nossos executivos asseguram grande capacidade para administrar crises e uma visão mais ampla das possibilidades futuras”, conclui o especialista.

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